
às vezes me sinto como um robô a óleo diesel
que sorveu cinco litros de gasolina,
(lunático
extático
neurótico)
combalido no embate,
debatendo-se embebido em sangue de filme B
deixando minha última assinatura numa mancha
que cresce no paredão
enquanto caio aos poucos
atritando-me ao concreto
olhando fixo para os executores
que já fumam e conversam.
a fumaça do escapamento está ficando mais e mais suja,
e eu mastigo meus próprios parafusos soltos
enquanto contemplo o lento expandir-se da ferrugem(
uma parede de recifes afiados
que queimam a carnec
omo a beleza de uma rosa viva,
ou
uma nascente de lama
numa planície de
pedra.)
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